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Uma das versões
sobre Melo Uchoa, conta que ele teria vindo do Piauí onde participou
como um dos comandantes-em-chefe da Batalha do Jenipapo, em Campo Maior,
uma rebelião piauiense que pretendia fundar uma república.
Trouxe consigo vários remanescentes dessa batalha, inclusive o
seu lugar tenente, José Lázaro Teixeira.
Há como ocorre sempre muitas versões sobre os nomes atribuídos
a Barra do Corda, desde o início de sua formação
e história. Pesquisamos o possível sobre o assunto e, embora
pairem algumas dúvidas sobre a seqüência de fatos, é
incontestável: - “Antes de ser conhecida por Melo Uchoa,
era Barra do Corda uma Aldeia de Índios Guajajaras. O seu primeiro
nome foi Missão...” é o que se transcreve de Monoghafia
dos anos 30 – Barra do Corda – Capim III – Origem, Povoamento,
Elemento Social e Política.
O termo missão, entre outros
significados, sugere incumbência, cumprimento de dever, obrigação
e trabalho. O fundador que recebera missão do governo para escolha
do local para fixação de um povoado, pode ter refletido
neste sentido e atribuído ao povoado e nome Missão.
Pela Lei provincial
nº 252, de 30 de novembro de 1849 (14 anos apenas da fundação
do povoado Missão), foi criada uma capela Curada no 2º distrito
da Vila da Chapada (Grajaú) com o nome de Distrito do rio da Corda.
Sobre a mudança do nome do rio Capim para rio Corda, portas e cronistas
cordinos têm escritos as mais bonitas lendas. O autor destas notas
se inclina para a que fala de que o nome de rio Capim, (decorria de ter
as margens cheias de capim), e mais tarde, Corda, porque se entrelaçavam
de grande quantidade de cipós que se pareciam cordas, sugerindo
assim o nome e a mudança de capim para Corda.
O povoado aparece já
no ano de 1849, no Almanaque do Maranhão - Reedição
fac-similar da Academia Maranhense de letras, com o nome de Distrito do
rio da Corda. Alguns estudiosos questionam; Porque não Rio do Corda?
A explicação, de início, poderia estar em que o caminho
natural que conduziu Melo Uchoa, até o local que lhe pareceu ideal
para a fundação do povoado, foi o rio Capim, posteriormente
Corda e não Mearim, já conhecido desde o século XVI,
o local escolhido, foi o da confluência do rio Corda com outro,
confluência, foz, em bocadura ou Barra, aí têm o mesmo
sentido, que é o de encontro das águas dos dois rios. Entre
foz do rio da Corda, optou por Barra do rio da Corda, que posteriormente
simplificou, por omissão parcial, para Barra do Corda. Quanto ao
nome – Missões – alguns autores ligam-no às
missões religiosas que poderiam ter motivado o topônimo.
Não encontramos provas a respeito.
Registramos sobre o ponto de vista filosófico a mudança
de Adj. Sobre quem nasce em Barra do Corda, proposta pelo Dicionário
de Aurélio Buarque de Holanda, Edição de 1986, para
Barra-cordense.
Porque chamam de Barra do Corda.